Militante dos Direitos Humanos desde a juventude, Freixo vê nas UPPs uma "retomada militar de territórios estratégicos para um projeto de cidade" cujo critério de instalação "não é o da criminalidade". Embora reconheça avanços no trabalho do secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame, Freixo vê na política o problema da violência. "A polícia (do Rio) sempre foi o braço sujo da política", sustentou, ao descrever as milícias não como um poder paralelo, mas como um "Estado leiloado" que "tem projeto de poder e interfere em eleições". "Eles dominam todo o sistema de transporte alternativo no Rio de Janeiro. Quem é que domina todo o sistema de vans? É a milícia. Quem é que domina a distribuição de gás nesses lugares? É a milícia."
"Antes do Beltrame, você tinha figuras ali que foram presas. Quem estava à frente da polícia estava à frente do crime (...). Hoje, eu entendo que o governo (Sérgio) Cabral (PMDB) tem um processo de corrupção mais sofisticado, relacionado às empreiteiras, às áreas de saúde", afirmou, reiterando que, maior que o controle pelo terror exercito pelo tráfico, as milícias têm o braço do assistencialismo e que "se não tirar o domínio territorial e econômico, você não resolve".
Delta
Segundo o pré-candidato do Psol, "o governo (de Cabral) não tem coragem para abrir investigação sobre a (empreiteira) Delta porque aí o governo desmorona". O governador do Rio tem sido alvo de denúncias de favorecimento à construtora, e imagens suas ao lado do empreiteiro Fernando Cavendish em jantares e shows na Europa chegaram a ser divulgadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR). A Delta é investigada em CPI no Congresso Nacional por envolvimento com o grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira.
"Cabral vai acabar investigado na CPI de Brasília. Estão tentando blindar, mas tem que ir", afirmou Freixo, qualificando as fotos e vídeos de Cabral com Cavendish de "aviltante, uma desqualificação moral absurda". As críticas sobraram também para a administração municipal de Eduardo Paes (PMDB). Freixo lembrou que o Maracanã, reformado em 2007, "foi todo destruído em 2010" a preços inflados em relação aos orçados. Para ele, na construção da Linha 4 do Metrô também há favorecimento a particulares: o mapa da ampliação seria uma "linha", ao contrário do desenho de metrôs de outras cidades, porque, assim, "não precisa de licitação. A mesma concessionária continua administrando. Contraria todo o interesse da população para beneficiar uma empresa".
"O prefeito virou um síndico e despolitizou a política. Você não pode privatizar o espírito público. (...) É ótimo que (a cidade) tenha investimentos, ótimo que tenha empresários, mas não pode ser o investimento pelo investimento. Qual foi o legado do Pan-Americano (de 2007)? Nenhum. O sistema hospitalar melhorou? O saneamento básico melhorou? O sistema de transportes melhorou? Não", respondeu.
Campanha
Ao defender o financiamento público das campanhas eleitorais, Freixo lamentou que elas tenham virado "mercado" e garantiu que "quem nos doar, vai ter que dizer que doou" e que não aceitará o apoio de entidades como bancos e empreiteiras.
O pré-candidato também comentou uma suposta tendência de se valer de dramas e feitos pessoais para se promover. Após presidir a CPI das Milícias, que indiciou 225 pessoas e pediu investigação de mais mil, arrastando à prisão 500 acusados, o deputado passou a ser jurado de morte, em ritmo que teria chegado a uma ameaça a cada quatro dias no mês de outubro de 2011. Na época, recebeu convite da ONG Anistia Internacional para ir à Europa, oferta que ele alega ter aceitado para dar vazão às notícias de que sofria ameaças. Freixo rebateu as críticas afirmando que "jamais brincaria com a própria vida", lembrando que o crime organizado assassinou o seu irmão em 2006.
Em sua chapa para disputar a prefeitura do Rio, Freixo terá como vice Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa. A ideia é compensar o pouco tempo de TV com o apoio do eleitorado jovem e de artistas como Wagner Moura e Marcelo Serrado. Sobre o seu posicionamento ideológico, o pré-candidato, petista de 1986 a 2005, quando migrou para o recém-fundado Psol, foi suscinto: "Sou socialista, mas vou disputar uma eleição, não fazer a revolução."
Drogas e jogo do bicho
Consultado pela comissão de juristas que elabora o Novo Código Penal - e para quem ele sugeriu a tipificação do crime de milícia -, Freixo se manifestou "a favor da descriminalização imediata das drogas e de um amplo debate sobre a legalização das drogas", argumentando que as práticas repressivas fracassaram em outros países.
Freixo também se posicionou a favor da criminalização do jogo do bicho, alegando que a prática esconde crimes mais severos.
Disponivel no TERRA
"Antes do Beltrame, você tinha figuras ali que foram presas. Quem estava à frente da polícia estava à frente do crime (...). Hoje, eu entendo que o governo (Sérgio) Cabral (PMDB) tem um processo de corrupção mais sofisticado, relacionado às empreiteiras, às áreas de saúde", afirmou, reiterando que, maior que o controle pelo terror exercito pelo tráfico, as milícias têm o braço do assistencialismo e que "se não tirar o domínio territorial e econômico, você não resolve".
Delta
Segundo o pré-candidato do Psol, "o governo (de Cabral) não tem coragem para abrir investigação sobre a (empreiteira) Delta porque aí o governo desmorona". O governador do Rio tem sido alvo de denúncias de favorecimento à construtora, e imagens suas ao lado do empreiteiro Fernando Cavendish em jantares e shows na Europa chegaram a ser divulgadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR). A Delta é investigada em CPI no Congresso Nacional por envolvimento com o grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira.
"Cabral vai acabar investigado na CPI de Brasília. Estão tentando blindar, mas tem que ir", afirmou Freixo, qualificando as fotos e vídeos de Cabral com Cavendish de "aviltante, uma desqualificação moral absurda". As críticas sobraram também para a administração municipal de Eduardo Paes (PMDB). Freixo lembrou que o Maracanã, reformado em 2007, "foi todo destruído em 2010" a preços inflados em relação aos orçados. Para ele, na construção da Linha 4 do Metrô também há favorecimento a particulares: o mapa da ampliação seria uma "linha", ao contrário do desenho de metrôs de outras cidades, porque, assim, "não precisa de licitação. A mesma concessionária continua administrando. Contraria todo o interesse da população para beneficiar uma empresa".
"O prefeito virou um síndico e despolitizou a política. Você não pode privatizar o espírito público. (...) É ótimo que (a cidade) tenha investimentos, ótimo que tenha empresários, mas não pode ser o investimento pelo investimento. Qual foi o legado do Pan-Americano (de 2007)? Nenhum. O sistema hospitalar melhorou? O saneamento básico melhorou? O sistema de transportes melhorou? Não", respondeu.
Campanha
Ao defender o financiamento público das campanhas eleitorais, Freixo lamentou que elas tenham virado "mercado" e garantiu que "quem nos doar, vai ter que dizer que doou" e que não aceitará o apoio de entidades como bancos e empreiteiras.
O pré-candidato também comentou uma suposta tendência de se valer de dramas e feitos pessoais para se promover. Após presidir a CPI das Milícias, que indiciou 225 pessoas e pediu investigação de mais mil, arrastando à prisão 500 acusados, o deputado passou a ser jurado de morte, em ritmo que teria chegado a uma ameaça a cada quatro dias no mês de outubro de 2011. Na época, recebeu convite da ONG Anistia Internacional para ir à Europa, oferta que ele alega ter aceitado para dar vazão às notícias de que sofria ameaças. Freixo rebateu as críticas afirmando que "jamais brincaria com a própria vida", lembrando que o crime organizado assassinou o seu irmão em 2006.
Em sua chapa para disputar a prefeitura do Rio, Freixo terá como vice Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa. A ideia é compensar o pouco tempo de TV com o apoio do eleitorado jovem e de artistas como Wagner Moura e Marcelo Serrado. Sobre o seu posicionamento ideológico, o pré-candidato, petista de 1986 a 2005, quando migrou para o recém-fundado Psol, foi suscinto: "Sou socialista, mas vou disputar uma eleição, não fazer a revolução."
Drogas e jogo do bicho
Consultado pela comissão de juristas que elabora o Novo Código Penal - e para quem ele sugeriu a tipificação do crime de milícia -, Freixo se manifestou "a favor da descriminalização imediata das drogas e de um amplo debate sobre a legalização das drogas", argumentando que as práticas repressivas fracassaram em outros países.
Freixo também se posicionou a favor da criminalização do jogo do bicho, alegando que a prática esconde crimes mais severos.
Disponivel no TERRA



